Esclerose Sistêmica

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O que é?

  • A Esclerose Sistêmica é uma doença autoimune crônica que provoca:
    • alterações nos vasos sanguíneos;
    • fibrose da pele;
    • comprometimento de órgãos internos;
    • desregulação do sistema imunológico.
  • Pode se apresentar em duas formas principais:
    • cutânea limitada:
      • acomete principalmente a pele das extremidades;
    • cutânea difusa:
      • acomete áreas mais extensas da pele, incluindo:
        • tronco;
        • coxas.

Quem pode ter?

  • É uma doença rara, com prevalência estimada entre 38 e 341 casos por milhão de habitantes.
  • Mais comum em:
    • mulheres (até 8 mulheres para cada homem).
  • Pico de incidência entre:
    • 35 e 65 anos.
  • Pessoas afrodescendentes podem apresentar:
    • início mais precoce;
    • formas mais graves da doença.

Sintomas e sinais comuns

  • Fenômeno de Raynaud:
    • mãos e pés mudam de cor com:
      • frio;
      • estresse.
  • Espessamento da pele.
  • Rigidez nos dedos.
  • Dificuldade para abrir a boca.

Alterações na pele

  • Manchas:
    • claras;
    • escuras.
  • Telangiectasias (vasinhos aparentes).
  • Ressecamento da pele.
  • Calcinose (depósitos de cálcio sob a pele).

Comprometimento de órgãos internos

  • Esôfago:
    • refluxo;
    • disfagia (dificuldade para engolir).
  • Pulmões:
    • fibrose pulmonar;
    • falta de ar.
  • Coração:
    • arritmias;
    • insuficiência cardíaca.
  • Rins:
    • crise renal esclerodérmica.

Diagnóstico

  • Baseado em:
    • história clínica;
    • exame físico;
    • exames complementares.

Critérios ACR/EULAR

  • Fenômeno de Raynaud.
  • Úlceras digitais.
  • Telangiectasias.
  • Esclerodactilia.
  • Doença pulmonar intersticial.
  • Autoanticorpos específicos.

Exames importantes

  • Capilaroscopia periungueal.
  • Tomografia de tórax.
  • Ecocardiograma.
  • Provas de função pulmonar.
  • Exames laboratoriais.

Evolução

  • É uma doença:
    • crônica;
    • sem cura.
  • Existem tratamentos capazes de:
    • retardar a progressão da doença;
    • controlar os sintomas;
    • reduzir complicações.
  • O diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações graves.

Tratamento

Medidas gerais

  • Hidratação da pele.
  • Evitar exposição ao frio.
  • Não fumar.
  • Cuidados com:
    • postura;
    • alimentação.

Tratamentos específicos

  • Controle do refluxo gastroesofágico.
  • Oxigenoterapia em alguns casos.
  • Uso de antibióticos quando houver infecção.
  • Cirurgia em casos graves de calcinose.

Acompanhamento multidisciplinar

  • O tratamento pode envolver:
    • reumatologista;
    • cardiologista;
    • pneumologista;
    • nefrologista;
    • dermatologista.

Orientação importante

  • Cada paciente recebe um tratamento individualizado, de acordo com o quadro clínico.
  • Se você apresenta sintomas como:
    • fenômeno de Raynaud;
    • espessamento da pele;
    • falta de ar;

    procure um médico reumatologista para avaliação adequada.

  • O diagnóstico precoce e o acompanhamento contínuo são fundamentais para:
    • controlar a esclerose sistêmica;
    • prevenir complicações;
    • manter a qualidade de vida.

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