Dor Musculoesquelética na Pediatria

Dor Musculoesquelética na Pediatria

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O que é?

A dor musculoesquelética é comum na infância e pode afetar músculos e articulações.
Na maioria dos casos é leve e passageira, mas quando persiste deve ser avaliada pelo pediatra ou reumatologista pediátrico.

Quem pode ter?

  • Crianças entre 3 e 10 anos podem apresentar a chamada dor de crescimento.
  • Até 30% das crianças têm esse quadro.
  • Crianças com hipermobilidade articular (muito flexíveis) têm maior chance de sentir dor.
  • Adolescentes podem desenvolver fibromialgia, com dor difusa e fadiga.

Sintomas comuns

  • Dor nas pernas (panturrilhas, joelhos, coxas) ou braços, geralmente à noite.
  • Dor difusa, bilateral e de curta duração.
  • Não impede brincadeiras nem atividades escolares.
  • Em casos de fibromialgia: dor persistente por mais de 3 meses, fadiga, alterações do sono e dificuldade nas atividades diárias.

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico, feito pelo médico após exame físico e, se necessário, exames complementares.
Não existe exame específico para dor de crescimento.

Evolução

A dor de crescimento é benigna e autolimitada, desaparecendo na vida adulta.
Fibromialgia e hipermobilidade podem exigir acompanhamento contínuo.

Tratamento

  • Dor de crescimento: massagens, aquecimento local, tranquilidade dos pais e, em alguns casos, analgésicos simples (com orientação médica).
  • Fibromialgia: exercícios, melhora do sono e apoio psicológico.
  • Hipermobilidade: orientação para evitar sobrecarga e prática de atividade física adequada.

Importância da atividade física

Exercícios regulares ajudam na socialização, previnem obesidade e melhoram sono e qualidade de vida.
Atividade física é parte do tratamento inicial para dor musculoesquelética sem causa definida.
Evitar sedentarismo e excesso de tempo em telas.

Orientação importante
Cada criança recebe um tratamento de acordo com o quadro clínico. Se a dor for persistente, localizada, acompanhada de febre, inchaço, perda de peso ou dificuldade para brincar, procure um pediatra ou reumatologista pediátrico para avaliação adequada. O diagnóstico precoce e o acompanhamento contínuo são fundamentais para garantir saúde e qualidade de vida.

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